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Encontros de Escutas }:{ Nos limiares da escuta, as lógicas musicantes, aproximações do som a todas as instâncias da vida, panorâmicas ruidocráticas da panfonia. desde a afetação hedonista e de desafioàs formas de encadeamento geológico do ouvinte-compositor, relações interharmônicas destas com as demais.Tais como som pré-histórico, tom mitológico, modo grego, escala gregoriana (canto chão da fé), campo harmônico imperial (hinos nacionalizantes), escalas harmônicas implosivas (dialética do renascimento monádico romantismo/ultrarealismo), escala de escalas (barroco ao fractal surrealismo), campo harmônico das escalas (serialismo do micro ao macrosonal), sonologia, antroposonia computacional, harmonia contextual do código musical autônomo (tonalismo transcedental), legislação programática, matriz serial, cacofania, esquizoacústica... |
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Tone Ring {Escuta Celular}leia a palestra inteira e a baixe no link
O Telefone de Giancarlo Menotti & A Voz Humana de Francis Poulenc e Jean CocteauTheatro São Pedro, 19 de Setembro de 2007.
O canto suspenso pela linha não é o mesmo das cartas a Sofia. Se os soldados mantêm-se emparelhados aos escritos, é pela próprio excesso de contato trazido pela virtualidade que silencia-se à palavra falada ao íntimo. Uma estilista de moda é a personificação mais distinta que se poderia esperar da heroína da Ópera Moderna. Somos escutas de esperas, se ao século XVIII um mundo calado emanava a beleza na insurgência da música, o XX já previa a saturação melódico-harmônica e a necessidade de uma arte do silêncio. Nas ondas das modas as notas não cessam, porém. “Telefonista, por favor me conecte.” O vão é distinto nas cordas vocais da soprano e do barítono. A própria voz poderia esgarçar em busca do tom de Fourier, as cordas poderiam paralizar o tempo do impulso…os músicos estão sempre ocupados… Como se as próprias obras não conseguissem nunca alcançar o público. O cenário diagonal carrega os olhares ao chão. Os ouvidos plainam entre os tons inteiros da orquestra enviezada pelo histrionismo vocal… o gutural só surgirá na morte da diva esvaziada. No primeiro movimento bufônico de Menoti a ausência da mulher para o homem é um convite à fuga em si maior. Já no libreto de Cocteau a ausência da voz mesma masculina abre a brecha terrível da esquizohisteria, salto para o vazio de Turandot. Chaterine Clément tem uma obra ímpar sobre estas sutilezas: “A Ópera, Ou a Derrota das Mulheres”. “O jovem Adônis morreu que faremos agora? lacerai o peito mulheres, dilacerai as vestes!” - Safo de Lesbos A ópera reduzida à reclamação do amor possível. Um pragário contra o Liebestod. A tal pulsante energia primitiva que houvera um dia, corrompida agora pela representação histórica da própria música. Entre músicos e música se interpõe o pedágio semiótico, o filtro digital. Estaética mesma que propõe o riso do palhaço e convence a todos à sisudez, que demanda a técnica composicional e investe no transe mel-ódico, que clama pelo enredamento das classes criativas mas previne-nos de qualquer real contato. Qualquer coisa, me conecta no Skype. Danças {das Escutas e Sons}leia a palestra inteira e a baixe no link
Ruído e Sinestesia Social da Escutaleia o livro completo e baixe no link
Da Poluição Musical Comparada à Plastificação dos OceanosDo oceano plástico Durabilidade, estabilidade e resistência à desintegração são as propriedades que fazem do plástico(e da música) um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final(ouvinte hedonista). São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico(canções de amor A B A B A C D A B D D) e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos(no ruído), sendo que 80% desta fração vem de terra firme(do mercado cultural). Vórtex(entitade bailante) No oceano pacífico(no ruído delicado) há uma enorme camada flutuante de plástico(estruturações dinâmicas dos modos de escuta “fake”), que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo(a radiodifusão, a teledifusão, a digitodifusão), com cerca de 1000 km de extensão(vide google), vai da costa da Califórnia(do vale do Silíncio), atravessa o Havaí(onde gravam Lost) e chega a meio caminho do Japão(vide Paprika) e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste Vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos(a tipologia classicizante do 2.0). Pedaços de redes(jingles antigos), garrafas(poesias sonoras), tampas, bolas(planimetria akrónica) , bonecas(espectrosoperísticos), patos de borracha(preservativos aurais), tênis, isqueiros(rituais musicantes), sacolas plásticas, caiaques, malas(pop) e todo exemplar possível de ser feito com plástico(sonoplastia). Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos(MTV). Pesquisa-se esta mancha há 15 anos e compara-se este Vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico(biofonia). E quando passa perto do continente, tem-se praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta(vide carnaval). tartaruga deformada por aro plástico à moda dos gatos bonsai A bolha plástica(escuta hedonista ou musical) atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita(ruído urbano). Referem-se a elas como bolha oriental(misticismo cageano) e bolha ocidental(maximalismo stockhausênico). Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ - ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo e nele me banhei’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica(sample) que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico(releituras). Segundo dados puros, em algumas áreas do oceano podem se encontrar uma concentração de polímeros(harmônias) de até seis vezes mais do que o fitoplâncton(tríade), base da cadeia alimentar marinha(melodia). Todas a peças plásticas acima foram tiradas do estômago desta ave(como um canto do catalogue de Oisseaux de Messiaen) Segundo PNUMA(R.Murray Schaffer), o programa das nações unidas para o meio ambiente(os higienistas do mundo sem ruído), este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinhas(o canto das aves imitam os motores) todos os anos. Sem contar toda a outra fauna(subjetiva) que vive nesta área, como tartarugas marinhas(carapaças geométricas), tubarões(dentes dos nervos auriculares), e centenas de espécies de peixes(senhores do labirinto antes de sua cristalização plástica). Essa deliciosa sopa plástica pode funcionar como uma esponja(aparelho de captura sinestésica), que concentraria todo tipo de poluentes persistentes(guerrilha semiótica), ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos(propaganda ideológica), que podem ser introduzidos, através da pesca(composição), na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra(à harmonia contextual) retorna à nós, seres humanos(ouvintescompositores). Confiram outras fontes: The Independent , Greenpeace e Mindfully Seduções da Escuta {Resumo}Três palestras na UNB: Musicaridade, Filosonia & Erotonia Tácita. Para inscrições e participação no curso não-presencial promovido pelo CEPES e pela pós em Filosofia, acesse http://www.gie.cespe.unb.br [duas palestras e uma oficina de criação] I.Musicaridade 1.1. Introdução à inefabilidade aural (Heráclito e o ruído do rio de fogo), incognosciência sonora (Bachelard, o som e os sonhos, e a fenomenologia do efêmero) e irrepresentabilidade musical (a Jaula de Cage no confissionário de Foucault). 1.2. Sedução e escuta (teleologia do gemido comparada à do gozo). Qual o som do sangue? A arte de merda e o coração de ouro.“Music is not a language. Any musical piece is akin to a boulder with complex forms, with striations and engraved designs atop and within, which men can decipher in a thousand different ways without ever finding the right answer or the best one. By virtue of this multiple exegesis, music evokes all manners of phantasmagoria, as would a catalyzing crystal. - Iannis Xenakis 1.3. Três profundidades da pele do som (som-ruído-epiderme,música-derme,som-silêncio-hipoderme). Três modos de amar sonoro: caridade (ágape-iemanjá), amizade (filia-iansã), erotismo (eros-oxum). 1.4. Caridade como pressuposto da estética sonora (Caritas, ama de leite das musas). O anseio pela beleza (criado por esta mesma) e da arte como consolo metafísico (variações do Zoroastro persa sobre o Nietzsche compositor de liedez passando pelo Zaratustra cristão de Strauss, e Javé). 1.5. De como a beleza formal (Berio e o gesto musical nos escombros da Broadway) se recolheu ao silêncio dos ruídos (Debussy e A Mar, Satie com as mobílias) devido à mercantilização da caridade (Smeták, heremita no instrumento) levando-nos a uma proliferação da escuta plástica (pop, monotonia, emo e rótulos do desamor moderno-romântico em Bowie e Veloso) na harmonia contextual (Schaffer e as relações entre ecologia e economia) da atual acusfera (ciberfonia, capital é desafeto) transpassando os processos de sedução por dança melódica (Amadeus irônico, Bach crente, Berlioz erotômano, Chopin sombrio, Lizst sarcástico) na hierarquia da altura (Catherine Clemént na ópera com Freddie Mercury assistindo à derrota do feminino). 1.6. Resistência (musicoterapia e cancioneiro de auto-ajuda) e insistência (Coltrane e o Salmo ao Amor Supremo) na caridade de escuta (Keulheutter e Andrômeda, Stockhausen e Sirius) e composição geométrica dos fractais sentimentais-lógicos (Kepler, astronomologia e o compositor como composição) da música.“E não seria o dever a forma altruísta do amor?” Jean Paul Sartre em “A Imaginação”“Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia: seria então o paraíso da evidência inexprimivel, uma epidemia de éxtases” Emil Cioran II.Filosonia 2.1 Introdução à impregnação (Novalis e a luz se decompondo em algo mais que cores e o artista como sistema nervoso da natureza) por contágio aural (Diamanda Galas e o estupro de Adonis). 2.2 Harmonia entrópica (Jung e a ausência de foco entropológico do silêncio imanente) dos afetos (Aristóteles e as amizades como fim da Metafísica, políticas do corpo aural). 2.3 Ruído (“Fedor nos ouvidos. Música não-domesticada. Principal produto e testemunho comprovatório da civilização” segundo Ambrose Bierce) e desperdício (Mark Twain e a galinha que gemia como se botasse asteróides). 2.4 Inutilidade (Domenico DeMasi e Roussel tirando um cochilo na rede) como pressuposto tanto da amizade (Cage e a gagueira de Buckminster Füller) como da composição de uma escuta (Arcano VI da periferia orelha ao cerne do tímpano onde jaz o tambor do julgamento dos ritmos de encontro). 2.5 Melodia de timbres como fluxo do menor atrito (sintonia e sincronia) por entre as redes da ruidocracia (Heidegger e a computação como fim da lógica ocidental). 2.6 Audioadicção (Burroughs e as duas abstinências, Cioran e o tédio) dos afetos (Crowley disse “Bruxos[amigos] do mundo, uni-vos” enquanto Piva pixava nos poliedros “Xamãs[amigos] no mundo, espalhemo-nos”) e capitalismo subjetivo do aparelhamento das redes (“pirate ships in the chips animals territories”).“So don’t fear if you hear, A foreign sound to your ear, It’s alright, Ma, I’m only sighing.” Bob Dylan III.Erotonia Tácita 3.1. Introdução ao erotismo do tom silencioso (drone, monoatonia e o mantra do ruído). Metamorphopoiése e o intrincar entre processo e produto (Arcano III do contraste ao envelope), o palestrante não falará mais, mas apenas incitará os presentes à ação. 3.2. Práticas acústicas (foco auditivo, morfomicrofonação, dançaural). 3.3. Práticas acusmáticas (rugosidade, fluência e corte-ex em edição sonora). 3.4. Práticas harmônicas de acústica contextual (fonosmose, equalização, regência de objetos sonoros). 3.5. Práticas aurais (metaescuta, retroescuta, dançaural). 3.6. Práticas radiais (projeção, difusão, radiação, emanação). “Através da obediência ativa [ao desejo], a audição torna-se sensível e clara.” Hexagrama Ting do IChing. Uma Pedagoria AuralUma pedagogia possível à filosonia consistiria em um conjunto de aulas expositivas e práticas com o intuito de cativar nos participantes as potências da escuta e fomentar a pesquisa sonora empírica e conceitual(Hermeto Pasqual, TomZé). Para tanto, são usados desde os recursos mais imediatos do corpo até os atravessamentos sinestésicos fenomênicos(Gilles Deleuze, Merleau Ponty) da multimídia ativados mediante as diversas ferramentas gratuitas que se encontram disponíveis na internet(DJ Spooky, Miller Puckett). O uso de diversas plataformas tanto globais quanto locais(Hakim Bey, Luther Blissett) permite a aprendizagem coletiva dos meios de produção, edição e propagação sonora, simultaneamente à experimentação(Walter Smetak) das mais diversas vertentes de linguagens da composição sonora e musical. Proporcionar o desenvolvimento teórico e sensível(Thelonious Monk, John Coltrane) através dos distintos modos de escuta amplia as possibilidades culturais para além das normas sociais da música(Theodor Adorno, Guy Débord, Walter Benjamin) mediada pelos veículos de comunicação(Marshall Mcluhan, Henry Pousseour). Desmistificando as formas não comerciais de musicalidades, incitando uma população cada vez mais produtora de objetos culturais à autonomia artística e crítica tanto quanto a uma redescoberta das formas outras de soar(Ornette Coleman, Merzbow, Ravi Shankar). O uso das plataformas de pesquisa e distribuição virtual gera uma área trânsito(Yi-fu Tuan) entre pesquisa sonora e a indústria musicante, ampliando o foco auditivo no panorama psicoacústico cotidiano(Lívio Tragtemberg). E propondo o mercado cultural como um ponto chave(Berio) num estudo de harmonia musical(H.J.Keulheutter, Arnold Schönberg) abrem-se novas vias de acesso ao som. Sempre incentivados a produzirem suas próprias obras, os participantes se tornam multiplicadores do conhecimento técnico, teórico e principalmente sensível para com os coletivos de criação das paisagens sonoras(R.Murray Schafer) e musicais de suas regiões, seja qual sua gama de encontros(Gaston Bachelard) auditivos(gosto). Como é ouvir hoje? Precisaremos percorrer o caminho histórico do uso sonoro nas artes(Douglas Kahn), para compreender os meios de produção e propagação social dos objetos sonoros(Karlheinz Stockhausen, John Cage) incluindo a música, e os diversos vínculos sociais mediados(Abraham Moles, Jean Baudrillard) como a televisão, o rádio e a internet. Deste modo poderemos levar os pesquisadores sonoros a um posicionamento coerente do papel que a escuta tem na sua percepção do mundo e como o soar(ou não) desenvolve nele a necessidade contínua instantânea de escolher o que se escuta, uma dieta sonora(Erik Satie). O planejamento sugerido compõe um período de práticas de ensino que totalizam 4 meses de atividades, teóricas e práticas experimentais. |
Filo: (gr phýllon) 1 Bot O mesmo que sépala. 2 Linhagem direta de descendência, dentro de um grupo, presumivelmente de um único ponto de origem: Filo de animais. Filo de plantas. 3Grupo que constitui tal linhagem. 4 Unidade taxionômica que compreende organismos que participam de um plano fundamental de organização e presumivelmente de uma descendência comum. 5 Grupo de línguas, relacionadas mais remotamente do que as de uma família. elem comp (gr phýllon) Exprime a idéia de folha: filófago. elem comp (gr phílos) Designativo de amizade, amor, inclinação, tendência: bibliófilo, filosofia. elem comp (gr phylon) Exprime a idéia de raça, tribo, espécie, gênero, classe: filogenia. Om: ‘[[Om]]”’ (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que “fecunda” os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. “Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons”
atuações musicantes através do soar
contágio da escuta e impregnação de amostras(samples)
avatares da escuta
ciclo do uso de amostras[samplers] correlacionado ao ADN humano Um planejamento pedagônico possível compõe um período de práticas de ensino que totalizam 4 meses de atividades, teóricas e práticas experimentais. |